sábado, 19 de junho de 2010

Prefeitura paga aluguel de famílias

A Prefeitura Municipal de Manacapuru começou na última terça-feira (8) a efetuar o pagamento dos aluguéis das famílias que, nas duas gestões anteriores, foram retiradas das áreas de risco do município e da área do “Prosaminzinho”. Estão recebendo o pagamento somente as famílias que tiveram o contrato de aluguel regularizado junto à prefeitura a partir do mês de maio.

A Secretaria Municipal de Assistência Social está recadastrando as famílias do Prosaminzinho, assim como de todos os programas sociais do município, em função do furto dos documentos públicos da Prefeitura de Manacapuru e também das irregularidades encontradas em relação aos valores de aluguéis praticados.

Irregularidades

De acordo com a secretária municipal de assistência social, Valdete Araújo, foram identificados aluguéis com valores irrisórios de R$ 100 até preços superestimados para o mercado local: R$ 2 mil por família beneficiada. O valor total destinado a aluguel chegou a R$ 48 mil por mês.

Para a secretária, o montante é considerado abusivo, pois de acordo com as famílias, na administração do prefeito cassado Edson Bessa (PMDB), nenhum aluguel foi documentado por meio de contrato e nenhuma pesquisa de preço foi feita na gestão anterior para fixar o teto do benefício.

Calote

Além dos valores abusivos, a prefeitura identificou também que a administração anterior deixou de efetuar o repasse do recurso para as famílias desde o mês de fevereiro deste ano. De acordo com a secretária, por conta da falta de pagamentos, atualmente muitos proprietários locais se recusam a alugar imóveis para a prefeitura.

Para a doméstica Valdirene Melo de Castro, mãe de seis filhos, o atraso no repasse do recurso “foi um sofrimento”. Retirada com a família em junho do ano passado de uma área de risco do bairro Morada do Sol, Valdirene recebeu apenas três meses de aluguel da prefeitura na gestão de Bessa e continuou efetuando o pagamento mensal de R$ 150 com o recurso do Bolsa Família dos filhos. Ela e mais 80 famílias buscam solucionar a questão com a atual administração.

A dona de casa Vanderléia de Castro diz que também corre o risco de ser despejada com a família em função do atraso no pagamento do aluguel desde o mês de fevereiro. A dívida chegou a R$ 900 e ela, como as demais famílias prejudicadas, procura auxílio e acredita que o prefeito Angelus Figueira (PV) vai solucionar a questão.

A secretária Valdete Araújo assegura que ao comprovarem ter direito ao benefício (com comprovantes de residências dos locais de onde foram retiradas) as famílias serão atendidas, dentro da programação orçamentária do município, com o pagamento dos aluguéis a partir do mês de maio. A prefeitura ainda promete avaliar os débitos dos meses anteriores.

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