terça-feira, 14 de junho de 2011

Desvio de recursos financeiros da Prefeitura de Manacapuru foi de quase R$ 31 milhões

 
Du­rante uma re­união re­al­izada na manhã desta terça-feira, 14, com a pre­sença de todos os se­cretários e sub­se­cretários mu­nic­i­pais de Manaca­puru, líderes co­mu­nitários e de­mais agentes políticos li­gados ao prefeito An­gelus Figueira, o au­ditor fiscal João Vieira de An­drade ap­re­sentou o re­latório da au­di­toria re­al­izada nas contas da prefeitura dos úl­timos cinco anos. “Eu já fiz au­di­toria de contas públicas em mais de 700 mu­nicí­pios brasileiros, mas nunca vi tantos ab­surdos como os que en­con­tramos em Manaca­puru”, ex­plicou o au­ditor. “De­sco­b­rimos tanta mara­cu­taia, tanta safadeza e tanta tram­poli­nagem que a im­pressão que tivemos foi de que o mu­nicípio não era ad­min­istrado por agentes públicos, mas por uma quadrilha de marginais”. O re­latório de 6.500 páginas ensejou 56 queixas-crimes por pec­u­lato e apro­pri­ação indébita contra os ex-prefeitos Wash­ington Regis e Edson Bessa. Cópias do re­latório foram en­tregues ao Min­istério Público Fed­eral e Es­tadual, a Procu­radoria Fed­eral e Es­tadual, ao Tri­bunal de Contas da União e do Es­tado, a Con­tro­ladoria Geral da União, a Polícia Fed­eral e ao site Transparência Brasil, do jor­nal­ista Claudio Weber Abramo. So­mente de re­cursos fi­nan­ceiros que de­v­e­riam estar nas contas da Prefeitura, mas que “sumiram” in­ex­pli­cavel­mente o total chega a R$ 30.938.020, 13, ou seja, quase R$ 31 mil­hões. “Ainda não es­tamos fa­lando de obras su­per­fat­u­radas, con­vênios não re­al­izados e paga­mento de serviços não prestados”, ex­plicou An­drade. “Es­tamos fa­lando de re­cursos que foram con­tabi­lizados nos bal­ancetes e que sim­ples­mente de­sa­pare­ceram, es­tamos fa­lando de din­heiro da pop­u­lação que de­v­eria estar no caixa da Prefeitura, mas não está! Onde esse din­heiro foi parar é que os ex-prefeitos Regis e Bessa vão ter que ex­plicar muito bem ex­pli­cado se não quis­erem ir parar na pen­i­ten­ciária.”

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