quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Porandubas do Gaudêncio Torquato

Lei-te, Murilo, Lei-te

Sebastião Nery conta que Jânio estava hospedado na casa do deputado Murilo Costa Rego, no Recife, na campanha para presidente da República. Acordou com sede:

- Murilo, tu podes providenciar-me um uísque?

Murilo providenciou. Quando o garçom chega com a garrafa, está entrando na sala uma comissão de prefeitos pernambucanos. Jânio não se perturba:

- Eu disse leite, Murilo. Lei-te. Veio o "lei-te". Que o candidato sorveu com prazer! Para tristeza da cabeça.

Centrais x Dilma

Essa eu quero assistir de camarote: Centrais Sindicais contra governo Dilma. Centrais soltaram documento indicando rompimento com a presidente. Coisa para inglês ver. Se esse rompimento tivesse uma base mínima de solidez, deveriam as Centrais sair de todos os espaços que ocupam na administração Federal, a partir do Ministério do Trabalho, onde a Força Sindical implantou o ministro Carlos Lupi. As Centrais defendem o salário mínimo de R$ 580,00, sinalizando, porém, um acordo no patamar de R$ 560,00. Dizer que Dilma está rompendo com 8 anos de gestão Lula em favor de interesses do setor financeiro é uma grande besteira. Imaginem se Dilma fosse ceder a todas as pressões das Centrais.

Lula puxa a orelha

Se Lula, segundo as Centrais, foi o máximo na defesa dos interesses dos trabalhadores, agora puxa as orelhas dos sindicalistas. Pois nessa matéria do salário mínimo, em sua viagem ao Senegal para participar do Fórum Social Mundial, Lula simplesmente disse que os sindicalistas estão sendo "oportunistas". Nesse caso, o documento das Centrais contra Dilma acaba sendo um bumerangue. Bate, de volta, na casa das Centrais. Que, meio confusas, saem com esta: "Lula perdeu a chance de ficar calado".

PMDB Serrista


Há um grupo de 12 peemedebistas que querem se "vestir" de autênticos. Liderados por Osmar Serraglio, do Paraná, fazem agora um manifesto criticando o "fisiologismo" do PMDB. Esquecendo que nenhum partido viceja, hoje, sem entrar nos espaços da administração. Procurei fundamentos para entender as razões do Grupo. E constatei: são remanescentes do Grupo Serrista. Eleitores que votaram em José Serra para presidente. Perderam a eleição, ficaram sem rumos e espaços no partido. Mas fazem barulho e vão continuar abrindo visibilidade.

Lula com Chávez

Lula passará 5 dias com Chávez na Venezuela. Ainda este mês. Vão fazer exercícios de alongamento nas falas do programa presidencial na TV.

Bahia sem todos os santos

A Bahia já não é cantada como Terra de Todos os Santos. Há muito, se diz que virou Terra de Todos os Pecados. Brincadeiras à parte, a Bahia virou, agora, terra da violência. O dado é estarrecedor: 61 mortos para cada 100 mil habitantes, índice que assusta até o ranking da ONU. Fico imaginando os efeitos dos programas de distribuição de renda no Nordeste, a partir do Bolsa Família: era para termos um ambiente mais amigo, solidário, igualitário. O que vemos é a barbárie dos assassinatos. O que está acontecendo, Jaques Wagner? Cadê você, Jaques Wagner?

Cristina traída

Cristina Kirchner acaba de receber uma boa notícia: Nestor, o marido falecido, tinha uma amante, uma ex-secretária que agora revela o segredo. A moça bota no ar aquele roteiro mais que conhecido: veio do Sul, deixou tudo para ficar perto do amante. Eram apaixonados. Cristina traída será uma Cristina vítima. Que receberá a solidariedade de milhares de argentinas e de famílias conservadoras. Será mais uma injeção para vitaminar a reeleição da presidente no próximo outubro. A conferir!

Romário

Em matéria de política, Romário bate um bolão!!!

Lula e Mubarak


Em 2003, Lula visitou o Egito e festejou a ditadura de Osni Mubarak. Semana passada, no Fórum Social Mundial, no Senegal, Lula execrou o ditador. Minha velha mãe, do alto dos seus mais que respeitados 94 anos, sempre me lembra: "meu filho, nunca diga - desta água não beberei".

Crueldades

Um turco se encontra com um canibal. "Sois muito cruéis", disse o maometano. "Comeis os cativos que fazeis na guerra". Ao que o canibal replicou: "E o que fazeis dos vossos?" Resposta : "Ah, nós os matamos, mas, depois que estão mortos, não os comemos". Montesquieu, autor desta historinha, arremata: "Não há povo que não tenha sua crueldade particular".

Levantando a poeira

Apreciei bastante o Pai Nosso rezado pelos sambistas do Rio de Janeiro no meio das cinzas e da fumaça do incêndio que devastou as tendas de 3 Escolas de Samba. Prejuízo calculado em R$ 20 milhões. Mas não há dinheiro para pagar o esforço, a criatividade, a união de pessoas e comunidades que, há um ano, dão o melhor de si para abrilhantar o desfile de suas Escolas. O Pai Nosso rezado sob as cinzas abre as esperanças que o carnaval carioca, mesmo sob forte impacto, desfilará soberbo, garboso, exuberante na passarela do Samba.

Quer ver?

Padre Aneiko, deputado estadual pelo PDC, vinha do Paraguai. Na fronteira de Foz do Iguaçu, encontrou-se com duas amigas, que lhe pediram para passar com uns perfumes de contrabando. Arrumou no cinturão, embaixo da batina. Na Alfândega, o fiscal pergunta:

- Alguma mercadoria, padre?

- Não.

- E aí embaixo da batina?

- O que tem aqui embaixo é dessas duas moças. Quer ver?

O fiscal não quis.

Imbróglio à vista

A mesa da Câmara tomou a decisão de dar posse aos suplentes eleitos pelas coligações e não aos nomes dos partidos, isoladamente. O imbróglio está no ar. Em 2007, o TSE, respondendo a uma consulta sobre fidelidade partidária, fixou que o mandato no sistema proporcional pertence ao partido. De lá para cá, a confusão se estabeleceu. Até o momento, o STF não julgou o mérito dessa questão. Decisões dadas às liminares individuais foram no sentido de dar ao partido o direito à suplência. O poder político, exercido pela Câmara, tem interpretação divergente. Essa pendenga deverá ser decidida em breve. Este consultor já escreveu artigo sobre o tema. Se a coligação existe e elege, é a ela que deve caber a vaga.

Táticas

Conselhinhos para o cotidiano. Em terreno dispersivo, não lute. Em terreno fácil, não pare. Em terreno controverso, não ataque. Em terreno aberto, não tente barrar o caminho do inimigo. Em terreno de estradas cruzadas, una-se aos aliados. Em terreno seco, saqueie. Em terreno difícil, marche sempre. Em terreno cercado, recorra a estratagemas. Em terreno desesperador, lute.

Tiririca


Quando perguntaram a Tiririca qual seria seu primeiro projeto na Casa? Ele gaguejou...

- Na ...Casa, nesta Casa......? Fazer uns esticadinhos para botar mais dois banheiros no Gabinete...

PT dividido

Não é apenas o PMDB o partido de querelas e divergências. No PT, as brigas entre alas se ampliam. Há um grupo descontente com a presidente Dilma. Integrado por Arlindo Chinaglia, Jilmar Tatto, Henrique Fontana e Odair Cunha, entre outros. Fizeram campanha contra Vaccarezza, reconduzido à liderança do Governo na Câmara, em reconhecimento ao seu bom trabalho.

Pressa de chegar

"Só quem realmente deu a volta ao mundo inteiro tem pressa de chegar em casa". (Chesterton)

ACM Neto segura?


O novo líder do DEM, deputado ACM Neto, é ágil, faz boa articulação, perfil respeitado. Conseguirá, com todo esse aparato, segurar as forças do DEM que pretendem se desvencilhar do partido ? Acho difícil. O DEM perde substância a cada ciclo legislativo. Não tem discurso. Como, aliás, todos os outros partidos. Não faz oposição como deveria fazer. Falta a ele visão estratégica. Poderia renascer com a vitamina de uma reforma política. Por isso, acho que Kassab, prefeito de SP, e Colombo, governador de SC, mais cedo ou mais tarde, procurarão outros nichos.

Pena mínima

O rapaz era advogado novo em Princesa Isabel/PB, ia defender um criminoso de morte a faca. Procurou o coronel Zé Pereira, dono da cidade:

- Coronel, preciso conseguir pena mínima para meu cliente. Se não conseguir, não tenho carreira aqui.

O coronel prometeu. Terminou o julgamento, pena mínima. O advogado foi agradecer a vitória ao coronel, que valorizou a ajuda:

- Doutor, o senhor não calcula a força que eu fiz para conseguir a pena mínima. Todo mundo queria absolver o homem.

Meirelles

Informei em primeira mão que Henrique Meirelles havia sido escolhido para ser a Autoridade Pública Olímpica, o comandante dos programas para a Copa e Olimpíadas. Pois bem: continua convidado. Mas o PC do P chiou. Quer que a área continue sob sua égide. O bom ministro Orlando Silva bem que gostaria de acumular as funções de APO e ministro dos Esportes. A presidente Dilma pediu para Meirelles esperar um pouco mais.

Parábola

O sujeito encontra um tesouro escondido no campo. O que faz? Esconde-o de novo. Cheio de alegria, corre, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.

Suplentes de senadores

Agoniza a tese dos suplentes sem voto que assumem o mandato na vaga do titular. Este consultor aposta na tese de que os suplentes sem voto têm os dias contados. Os que estão na planilha, claro, têm direitos adquiridos. Mas há uma forte indicação de que as vagas, no impedimento do titular, serão preenchidas pelos candidatos votados, obedecendo-se à escala do mais votado ao menos votado.

Maluf


O pedinte se aproximou de Maluf quando ele chegava à Câmara dos Deputados e tascou:

- Deputado, me arranje um cinquinho para um lanche.

Maluf, apressado, responde na lata:

- Não, meu amigo, não podemos dar gorjeta. Somos proibidos. A lei não permite. Vão dizer que estou comprando votos.

O pedinte não se conforma:

- Mas doutor, ninguém tá vendo. Ninguém. Só nós dois.

Maluf, olhar matreiro, aponta o polegar para o céu:

- Você se engana, meu amigo. Somos nós dois e Ele. Ele, lá em cima, está nos vigiando.

Sorrateiro, deixou o pedinte a olhar para os céus.

A transparência de Netinho

José Police Neto, o presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, é um perfil que respira o cheiro do tempo. Antenado ao clima e às circunstâncias. Acaba de criar a figura do Ouvidor da Câmara. Pessoa que agirá como "os sentidos" do corpo legislativo municipal. Netinho quer implantar uma estrutura comprometida com todos os ideais republicanos: transparência, clareza, agilidade, dinamismo, operacionalidade, integração de áreas e espaços, participação do cidadão no processo legislativo. Netinho expressa modernidade institucional. Na esteira do Brasil das Reformas.

Verlaine

"Violinos com seu choro assombram o outono e eu, corpo morto de torpor, me abandono" (Les sanglots longs des violons de l"automne blessent mon coeur d'une languer monotone - Paul Verlaine)

Conselho às Centrais Sindicais


Esta coluna dedica sua última nota a pequenos conselhos a políticos, governantes e líderes nacionais. Na última coluna, o espaço foi destinado aos novos congressistas. Hoje, volta sua atenção às Centrais Sindicais:

1. Tenham cuidado na formatação de propostas em relação ao salário mínimo e a outras demandas de natureza econômica.

2. Não exijam um salto maior que as pernas do país podem dar.

3. Os avanços e conquistas do sindicalismo nos últimos tempos chegam a assombrar por sua dimensão e expressão. Cuidado: tudo de mais é veneno. O ciclo político que se abre convida a decisões parcimoniosas e equilibradas. Sem exageros e radicalismos.

Forças de Segurança fazem choque de ordem em Manacapuru

No início desta semana, a cidade de Manacapuru ficou cercada pelas polícias Militar, Civil e Federal desde as primeiras horas da manhã de segunda-feira.

Fruto das reivindicações da população na audiência pública sobre segurança, realizada na semana passada, ela foi a maior operação policial da história do município.

Ninguém saía e ninguém entrava na cidade sem ser revistado ou ter o carro passado a limpo pelas autoridades.

Os policiais também começaram a cumprir dezenas de mandados de busca e apreensão em casas de pessoas suspeitas de envolvimento com o narcotráfico.

Os resultados iniciais da boa e louvável operação da forças de segurança num dos municípios amazonenses mais atingidos pela criminalidade foi bastante aplaudida pela população.

A operação policial conseguiu apreender 90 carros irregulares e mais de 300 motocicletas, a maioria roubada em Manaus e em outros municípios.

Todos os veículos apreendidos foram transferidos de Manacapuru para o parqueamento do Detran, em Manaus.

Os carros e motos ficaram estacionados no Porto do Pepeta, atraindo a curiosidade dos transeuntes, e foram removidos para Manaus durante a madrugada, visando não perturbar o trabalho das balsas na rota Porto do Pepeta-São Raimundo.

Pelo menos 30 "bocas de fumo" foram estouradas e seus proprietários presos e recolhidos a penitenciária estadual.
Os dados foram divulgados pelo prefeito Angelus Figueira e pelo comandante da Policia Militar Dân Câmara, que esteve pessoalmente comandando as operações.

Os próximos municípios a receberem um choque de ordem de mesma envergadura serão Itacoatiara, Parintins, Coari e Tefé.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Angelus decreta "choque de ordem" em Manacapuru

MANACAPURU -- O prefeito de Manacapuru, Angelus Figueira, anunciou há pouco, a decretação de um "choque de ordem" na cidade-sede do município, a começar pela segurança. Ainda hoje, vai começar a vistoria de carros e motocicletas, em vários pontos da cidade para retirar os que estiverem rodando ilegalmente, ou que estejam sendo conduzidos por pessoas não habilitadas. Amanhã, começa a liberação de todas as calçadas que estejam sendo usadas, ilegalmente. "O povo precisa andar com segurança pelas calçadas", anunciou Angelus Figueira.

Nova Casa de Farinha na Zona Rural de Manacapuru


A comunidade Terra Santa do Ramal de Santo Antônio, na zona rural de Manacapuru, acaba de ganhar a sua Casa de Farinha Higiênica, que vai possibilitar a geração de emprego e renda para os moradores.
O vice-prefeito Messias Furtado participou da inauguração da nova unidade.

Este é um trabalho que está sendo fortalecido, inclusive, com a capacitação de técnicos multiplicadores nas unidades locais do Idam do interior do Estado e a meta é atingir pelo menos 50% dos agricultores familiares.A fabricação de farinha tem grande importância econômica e social, estando envolvidas cerca de 66.353 famílias, que exploram pequenas áreas, em média de 1,5 hectares.

O Amazonas ainda não é auto-suficiente no produto.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Policiamento reforçado começa a dar resultados em Manacapuru

O comandante da Polícia Militar, coronel Dân Câmara, voltou a Manacapuru e ouviu, novamente, outros setores. Reforçou o policiamento na cidade e montou uma vigilância por barco. Em poucos dias, a onda de assaltos cessou e o tráfico internacional de drogas recuou no envio de carregamentos de cocaína, pelo menos por enquanto. Parabéns!

Cabo Maciel quer uma Base Anzol em Manacapuru

Presidente da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa, Cabo Maciel, já esteve duas vezes, em Manacapuru, no início do ano legislativo. E, deve apresentar na Casa um relatório baseado em depoimentos de empresários, comunitários e até pequenos agricultores acossados por narcotraficantes, que querem montar bases de apoio em comunidades do município, como fizeram em Codajás. Cabo Macial, segundo sua assessoria, deve considerar que a estrutura da Polícia Militar é muito boa na cidade de Manacapuru, onde há um batalhão. Mas, vai requerer ao governador que faça gestões para que se monte uma estrutura na cidade ou alguns quilômetros acima de Manacapuru, como acontece com a base Anzol em Tabatinga. Tal estrutura combinaria ações da Polícia Federal, Polícia Civil, Ipaam, Batalhão Ambiental e outras unidades que possam coibir ilícitos alguns quilômetros acima da cidade de Manacapuru.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Angelus Figueira que fazer de Manacapuru uma cidade livre da dengue

A Secretaria Municipal de Saúde de Manacapuru reforçou as ações de combate à dengue na cidade.

Na última semana, cerca de 300 agentes de saúde visitaram as casas dos bairros da Correnteza e Biri-biri.
Eles orientaram os moradores sobre a eliminação de criadouros do mosquito transmissor da dengue.

Ao mesmo tempo, foi iniciado um grande mutirão de limpeza que vai percorrer todos os bairros da cidade.
O prefeito Angelus Figueira está acompanhando pessoalmente o trabalho.

“É fundamental que a população entenda o seu papel e coopere com os agentes de saúde”, diz ele.
A dengue é transmitida para o homem através da picada do mosquito Aedes aegypti (aēdēs do grego “odioso” e ægypti do latim “do Egipto”).

Mais conhecido como mosquito da dengue, ele pertence a uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África, mas já pode ser encontrado por quase todo o mundo, com mais ocorrências nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer.

O mosquito da dengue é o vector de doenças graves, como o dengue e a febre amarela, e por isso o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública.

O Aedes aegypti é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia, ao contrário do Anopheles, vector da malária, que tem atividade crepuscular (durante o amanhecer ou anoitecer) tendo como vítima preferencial o homem.
O mosquito da dengue tem cerca de 0,5 cm de comprimento, é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas e suas asas são translúcidas.

De difícil controle, já que seus ovos são muito resistentes e sobrevivem vários meses até que a chegada de água propicia a incubação, o mosquito da dengue deposita seus ovos em diversos locais e rapidamente se transformam em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.

Assim como na maioria dos demais mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas substâncias vegetais e açucaradas.

Os ovos dos mosquitos são depositados normalmente em áreas urbanas, em locais com pequenas quantidades de água limpa, sem a presença de matéria orgânica em decomposição e sais. Em função disso, a água é ácida.

Normalmente, eles escolhem locais que estejam sombreados e em zonas residenciais.

Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de casa ou no quintal.

Sem este ambiente favorável, o aedes aegypti não consegue se reproduzir.
Quando o mosquito nasce, ela passa por quatro estágios de crescimento, que podem durar oito dias no total.

Depois ela se transforma em pupa, estágio que dura, aproximadamente, dois dias.

Depois de sair da pupa, o mosquito adulto já pode se reproduzir e botar ovos, quando o ciclo se reinicia.

As fêmeas costumam picar o ser humano no começo da manhã ou no final da tarde.

Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas.

Isto ocorre porque costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo.

Confira abaixo um documentário sobre o mosquito da dengue (Aedes Aegypti).

Produzido pelo Setor de Produção e Tratamento de Imagem do IOC (Instituto Oswaldo Cruz) e dirigido por Genilton Vieira, a obra retrata o ciclo de vida dos vetores da dengue e da febre amarela.

A dispersão dos insetos pelo mundo até suas características morfológicas, hábitos alimentares, reprodução e o ambiente onde vivem são temas do documentário.

Lançado em 2009, o vídeo venceu o XVII Festival Internacional de Cine Médico, Saúde e Telemedicina (Videomed 2010), na Espanha.

Presidente do Tribunal de Justiça quer mais celeridade nos processos

"Não existe essa história de que a polícia prende e a Justiça solta” (Desembargador João Simões, ontem, em Manacapuru)

P – Que tipo de ajuda o Poder Judiciário pode dar ao município de Manacapuru para combater a violência?

João Simões, desembargador-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas – O Primeiro de nós estarmos aqui no município é conhecermos as necessidades da população. E vamos poder debater ainda mais esses problemas através dessa Audiência Pública. Em segundo lugar, estivemos reunidos no Fórum com os juízes, e conhecemos as dificuldades que hoje a Justiça enfrenta em Manacapuru. Para sanearmos essas dificuldades materiais e funcionais, precisamos de pessoal para podermos agilizar os processos, e isso o prefeito Ângelo Figueira nos garantiu que irá resolver através de uma parceria com o Tribunal de Justiça.

P – Na prática isso quer dizer que os processos criminais serão julgados com maior celeridade?

João Simões – Sem dúvida. Quero dizer ao cidadão de Manacapuru que o Poder Judiciário esta presente e que os criminosos não ficarão impunes e a Justiça cuidará de condená-los.

P – Há uma reclamação muito grande da população de que a polícia prende e depois a Justiça solta. Há consenso de que esses criminosos continuem presos?

João Simões – Não há consenso nenhum. O que ocorre é que a Justiça tem que soltar quem é inocente ou quando não ficar provado no processo que aquele acusado é culpado. Então, não tem essa história de que a polícia prende e a Justiça solta , não existe isso. O que existe é o inquérito mal formado ou a falta de provas, porque o juiz só solta quando não há nenhuma prova contra o cidadão.

Efetivo de Manacapuru é melhor que o de Manaus

O Comandante Geral da Polícia Militar do Amazonas, Cel. Dan Câmara iniciou sua participação na Audiência Pública informando que uma denúncia havia sido passada naquele instante às suas mãos, contendo informações sobre o endereço de uma boca de fumo que “a cidade inteira sabe onde é”. O Cel. anunciou que depois da audiência iria pessoalmente ao local desbaratar a quadrilha de traficantes.

“Quero ter o prazer de desbancar essa boca de fumo, assim que acabar essa audiência!” – disse o comandante, que provocou uma reação contrária, pouco depois, por parte do prefeito Ângelo Figueira do vice-prefeito, Messias Furtado. “Quem quer pegar a galinha não diz xô!”, comparou Messias.

De acordo com Dan Câmara, o efetivo da PM em Manacapuru é de 280 homens, mas com férias, licenças, afastamento por doença, esse efetivo hoje é de 170 homens.

Segundo ele, o efetivo do município é melhor proporcionalmente ao efetivo de Manaus e Itacoatiara.

Na capital, é 1 (um) PM para cada 1.000 (mil) habitantes. Em Itacoatiara, é 1 PM para cada 1.200 habitantes. Já em Manacapuru é 1 PM para 500 habitantes.

“O efetivo é suficiente, mas precisamos melhorar a segurança em termos de qualidade”, disse o Cel., anunciando a ideia do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que reúne diversos segmentos das instituições públicas e torno da questão da Segurança Pública.

— Mas nós vamos primeiro ouvir a comunidade como um todo. Já conversamos com o Poder Judiciário, o Ministério Público e a prefeitura do município. Depois disso nós vamos adotar uma conduta pra conter a violência e atender os anseios da comunidade – afirmou o militar.

Para o Cel. Dan Câmara, o “melhor remédio” para os problemas que estão acontecendo em Manacapuru passa inteiramente pela participação da comunidade, a interação das famílias com relação aos seus próprios filhos.

“Essa questão do tráfico é uma situação que preocupa todo mundo e nós queremos de fato contar com o apoio sistêmico, inclusive da própria sociedade para poder desenvolver uma estratégia que possa atender a esses anseios”, disse.

O comandante da PM anunciou também que já conversou com a Marinha para poder desenvolver uma ação de combate ao narcotráfico nos rios. Também já foram contactadas a Polícia Federal e o Sistema de Segurança Pública como um todo. “Além disso, o município parece estar disposto a cooperar com essa demanda e responder ao clamor da sociedade”, disse Câmara.

Falta de interesse em prender narcotraficantes

O fato mais importante da audiência pública em Manacapuru foi a denúncia do vice-prefeito Messias Furtado de que todo mundo no município sabe quem é o maior traficante de drogas da cidade, mas ninguém faz nada.

Da forma como foi pronunciada a denúncia, ficou nas entrelinhas de que as autoridades policiais poderiam estar tolerando aquele fato.

Presente na audiência, o comandante da Polícia Militar, coronel Dân Câmara, pediu que o vice-prefeito o acompanhasse, ao fim da audiência, e apontasse onde mora o maior traficante de Manacapuru.

O vice-prefeito topou na hora o desafio.

A audiência tinha começado às 15h. Mas estranhamente o comandante da Polícia Militar passou a ficar muito inquieto a partir daquele momento e às 18h, pegou um helicóptero (comprado para perseguir bandidos e não para transportar o comandante da PM e simplesmente deixou Manacapuru).

O público e as autoridades o consideraram aquilo um gesto de pouco interesse público. (R.A.)

Segurança Pública é discutida em Manacapuru

Nesta segunda-feira, representantes do Poder Judiciário, do Executivo Municipal, do Ministério Público, da Polícia Militar, da Secretaria de Justiça, da Comissão de Justiça da ALE e da sociedade civil organizada estiveram reunidos em Manacapuru para discutir ações de segurança pública que possam reduzir a violência no município.

Cerca de mil pessoas acompanharam a audiência pública realizada no ginásio do Sesc Balneário.

Durante o encontro, foram relatados diversos casos de assalto à mão armada e de homicídios registrados recentemente no município, e discutidos vários projetos para a melhoria da segurança pública nos bairros.

O crescimento exponencial do consumo de drogas na cidade, principalmente de maconha, pasta base e cocaína, também foi muito questionado e discutido pelos presentes.

O prefeito Angelus Figueira e o vice Messias Furtado se mostraram preocupados com a escalada de violência na cidade, principalmente no que diz respeito a assaltos, roubos e furtos, e se prontificaram a colaborar com as autoridades competentes para solucionar o problema. (SP)

Bandidos cobram pedágio em Manacapuru

Manacapuru (AM) - Mais de mil pessoas ocuparam a quadra de esporte do SESC para assistir à audiência pública que discutiu a explosão da violência urbana em Manacapuru. Durante três horas e meia, o Tribunal de Justiça, Prefeitura Municipal, Ministério Público, Comando Geral da PM, Secretaria de Segurança e quatro deputados representando a Assembleia Legislativa ouviram depoimentos e debateram com a comunidade o clima de terror e medo em que a população do município está vivendo.

Num dos depoimentos mais contundentes, uma moradora de Manacapuru disse através de um depoimento em vídeo que sua casa foi invadida por um assaltante e, depois de ter uma faca colocada em seu pescoço, ela foi trancada dentro do banheiro e “quando saí encontrei meu marido morto com um tiro. Agora, o que eu quero é justiça”, disse a senhora.

O procurador-geral de Justiça em exercício, Pedro Bezerra Filho dividiu seu tempo com o procurador do município, Reinaldo Alberto Nery, que questionou as condições do presídio, construído com capacidade para 17 presos e hoje abriga 70 internos. “O crescimento da violência no município não diz respeito somente ao narcotráfico. Passam também latrocínios, assaltos e estupro. Passei dois anos e meio fora de Manacapuru, na Secretaria Geral do Ministério Público e, quando retornei ao município, me impressionou a quantidade de casos de estupro”.

O vice-prefeito, Messias Furtado, também fez graves denúncias, entre elas a de que “todo mundo na cidade sabe onde é a boca de fumo de Manacapuru”, mas ninguém vai lá acabar. Ele cobrou a instalação de um disk-denúncia para receber informações não só contra traficantes, mas também contra policiais corruptos, boca de fumo e casas de shows que perturbam a ordem com sistema de som no último volume sem respeitar a Lei do Silêncio que só permite o som em vias pública até as 22h.

— O grande problema é que aqui em Manacapuru lobo e cordeiro convivem lado a lado! ― disse arrancando aplausos e gritos de euforia da multidão.

A audiência foi encerrada às 19h30 pelo desembargador Domingos Chalub que, com o retorno do desembargador João Simões Simões a Manaus, assumiu a Mesa como presidente do TJAM em exercício. “Já ouvimos o suficiente, agora, nós que somos os responsáveis pélas instituições temos que agir. E avisar para os bandidos que estamos presentes para, ao lado da sociedade enfrentar essa guerra!” - disse o desembargador.

Depois de agradecer a participação de todos, o prefeito Angelus Figueira protestou contra o fato do comandante da PM, Dan Câmara, anunciar publicamente que iria desbaratar uma quadrilha de traficantes. Para o prefeito, este é dos motivos pelo qual as operações “são pífias”, quando a polícia chega os traficantes, avisados, já fugiram. Para exemplificar que o problema da segurança em Manacapuru é sério, o prefeito citou várias comunidades – Jacaré, Bela Vista e Campinas – onde os bandidos cobram pedágio para a população passar.

Manacapuru clama por Segurança

A segunda Audiência Pública coordenada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas – a primeira foi no município de Itacoatiara – teve início por volta das 16h, na quadra coberta do SESC. Mas antes, o presidente do TJAM, desembargador João Simões realizou uma reunião no Fórum para discutir com os juízes da comarca algumas providências para melhorar a prestação jurisdicional em Manacapuru, que vinha enfrentando problemas de pessoal e de estrutura física no prédio. O prefeito Angelus Figueira chegou logo depois e se reuniu com o presidente Simões, o vice-presidente, Domingos Chalub e garantiu o reforço de mais três funcionários e o reparo no prédio.

— O prefeito garantiu essa parceria com o Judiciário, tanto de pessoal como material, em termos de pequenas intervenções para a reforma no prédio do Fórum – disse o desembargador-presidente ao chegar ao SESC para participar da audiência, onde a quadra esportiva e suas arquibancadas já estavam completamente tomadas pela população.

Realidade cruel

O prefeito Angelus Figueira abriu a audiência desenhando um quadro estarrecedor. Ele disse que assumiu a prefeitura há 18 meses e “herdou” uma realidade cruel no município. “Nas últimas pesquisas que fizemos, o problema número um deste município é exatamente a violência”, disse ele, informando que uma das questões que impulsiona a violência e traz para o Amazonas um grande risco, é a questão do narcotráfico.

— Duas apreensões feitas no município de Manacapuru, entre dezenas de apreensões, totalizaram mais de uma tonelada de pó. Isso representa mais que o orçamento da prefeitura de um ano. Este tráfico acaba deixando resíduos. Acredito sim que muito da nossa violência vem na esteira desse processo perverso.

Figueira advertiu que é preciso que os órgãos de Segurança Pública e as instituições tomem providências porque até mesmo policiais federais foram mortos por traficantes estrangeiros na região do Solimões.

— Precisamos de uma ação firme, não só do Estado, mas também do Governo Federal para fazer frente a essa realidade perversa. Ainda ontem (06/01) tivemos mais um agricultor executado com um tiro na testa. Não é dever do Poder Municipal, mas de todo cidadão a participação nesse processo para equação desse problema. E nós queremos mais do que clamar, queremos ser parceiros desse processo –, afirmou o prefeito, advertindo que se não houver uma ação enérgica, “no futuro bem próximo isso aqui vai ficar pior do que favela do Rio de Janeiro”.

Depois de Angelus Figueira, ocuparam a tribuna representantes da igreja católica, evangélica, da Câmara dos Diretores Lojistas (CDL), de associação de bairros e um representante dos agricultores rurais, Paulo Bernardo da Costa do Marrecão que arrancou aplausos entusiasmados das arquibancadas pelo veemente protesto que fez.

— Os senhores estão preocupados aqui e lá nós estamos muito inseguros. Quando um agricultor é morto, o sentimento é de que nós perdemos um soldado do campo – disse Bernardo, reivindicando uma patrulha naval para conter o crescimento assustador de assaltos a barcos e roubos de motores de “rabeta” nos rios da região. “Nossas estradas são os rios, mas as autoridades só fazem patrulha na terra e não trabalham na água”, disse sendo muito aplaudido.

Em seguida, foram apresentados através de um vídeo projetado no telão armado na quadra, depoimentos de pessoas vítimas de violência em Manacapuru.

Judiciário presente

Para cumprir o restante de sua agenda em Manaus, o presidente do TJAM, João Simões, falou logo a seguir. Ele parabenizou o vice-presidente, Domingos Chalub, pela cruzada que ele vem fazendo nos municípios debatendo a questão da segurança. Simões garantiu que o Poder Judiciário do Amazonas está presente e sensível à situação que está passando o município de Manacapuru.

De acordo com o desembargador, assim como há demandas a serem supridas na área de segurança, ele tem certeza que existem pendências também no Poder Judiciário de Manacapuru.

— Conversamos com os magistrados, sabemos das dificuldades que eles enfrentam com a falta de pessoal, problemas de comunicação (internet) e, inclusive com as instalações prediais. E qual o nosso compromisso aqui, frente ao povo de Manacapuru? Que vamos melhorar o trabalho aqui na comarca. Conversamos com o prefeito e ele já disponibilizou todo o pessoal necessário, concursado, para que nos auxilie no trabalho do fórum aqui de Manacapuru – garantiu o desembargador, adiantando que partir de hoje, “com certeza já teremos novos guerreiros que irão trabalhar conosco para enfrentar essa guerra (aplausos)".

Participaram da Audiência Pública de Manacapuru, além do prefeito Angelus Cruz Figueira e o presidente do TJAM, João Simões, o vice-presidente Domingos Chalub; João Messias da Silva Furtado, vice-prefeito; Cel. Dan Câmara, Comandante Geral da Polícia Militar; Eduardo Ituassu, representante da Defensoria Pública; Pedro Bezerra Filho, Procurador Geral de Justiça em exercício; Francisco Coelho, representante da Câmara Municipal de Manacapuru; Cel. Almir Barbosa, Secretaria de Segurança Pública do Estado; Sérgio Costa Couto, Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos; Divanilson Cavalcante, Delegado Geral de Políci a Civil.

Deputados – Cabo Maciel, Orlando Cidade, Fausto Souza e Francisco Souza; Major Andrade, representante do Secretário Executivo de Inteligência; Luiz Cláudio Chaves. Juiz de Direito da 2ª Vara de Manacapuru; Celso Antunes, juiz e Reinaldo Alberto, Promotor de Justiça da 2º Vara de Manacapuru.